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Foto: Escultura – Uma mulher lendo um livro – Domínio Público

O mundo sempre foi tomado de guerras, mentiras e conflitos políticos, comerciais, pessoais e espirituais. Um turbilhão de loucuras varre a mente humana, este mesmo ser que se descreve como “a criação mais inteligente” da terra – Continue lendo, comente e compartilhe:

Por Saulo Valley – O Observador do Mundo – Rio de Janeiro, 26 de Junho de 2016 – Às 10:49 GMT-3

Houve um tempo no mundo antigo em que políticos poderosos utilizavam a religião como forma de se manter livres de rejeição popular. Estes determinavam e o povo obedecia, mesmo quando contrariado. Isto acontecia porque estes políticos se passavam por “mensageiros de Deus”. A maioria das tribos e civilizações do mundo antigo (incluindo egípcios, astecas, maias etc) tinha a religião e a política, nas mãos da mesma pessoa, ou a mesma pessoa comandava os chefes destes setores.

No final de tudo as pessoas eram manipuladas, e seus bolsos esvaziados em nome da religião e seus interesses eram atropelados uma vez que as religiões que professavam, os exortava a viver na pobreza e a sofrer privações pra alcançar as bençãos do criador.. Com isto todas as riquezas eram entregues nas mãos dos sacerdotes ou reis que vivam vidas de completo luxo e ostentação (como semi-deuses) enquanto o povo era escravizado psicologicamente.

Estamos no século XXI. Hoje tudo é diferente. As ruas, as casas, a forma de navegar, viajar, comunicar e vestir, mas as mentiras são as mesmas.

Mas a forma como estas falsas verdades eram seguidas e postas em prática mudaram a mente humana e levaram desgraça e mortandade a todos os povos. Este é o tempo em que não há uma civilização que não tenha tido a chance de confrontar as mentiras ensinadas por seus líderes com a realidade da vida. Hoje não é tão fácil escravizar nações inteiras em nome de um deus ou entidade religiosa (Apesar de ainda existir). Países como Irã, China, Coréia do Norte e Arábia Saudita exercem um misto de terror imposto pelas ameaças de um castigo celestial e o risco de emprego de armas letais por seus dominadores. Tempo obscuros para quem vive nestes países o mesmo padrão de vida que a humanidade vivia há mais de mil anos. Sim, nestes lugares o atraso progride dia-após-dia enquanto seus líderes vivem cercados de ouro, do chão ao telhado de seus palácios. Lá fora o povo vive miserável e morre de fome e pragas. Quando a vida parece mais moderna um pouquinho, os impostos são triplicados à cada ano e seus direitos são cada vez menores.

Estamos vivendo num tempo em que algumas correntes do bem buscam suplantar o mal que domina o planeta nesta nefasta era de escuridão. Feixes de luz que buscam perfurar as densas nuvens de chumbo que cobrem nossas cabeças e entenebrecem nossas mentes. Quem está no topo da pirâmide global já sabe que seus “gerentes” (os homens que presidem os países) estão desviando muito mais recursos que o imaginado e estão matando todas as formas de vida no planeta, principalmente a humanidade. É possível perceber que apesar dos 7 bilhões de habitantes no mundo moderno, estes vivem cada vez mais pobres, doentes e maltrapilhos. Somos uma população de zumbis conscientes.

7 bilhões de pessoas escravizadas pela mídia, política, religiões e as fantasias que estes três poderes exercem implantadas em nossos corações. Verdadeiros escravos-zumbis sem algemas físicas, apenas psicológicas. Somos controlados voluntariamente justo porque nossos líderes usam as palavras que ativam nossa submissão muda:

Deus, sucesso, paz, amos, verdade, justiça, vida, liberdade, democracia, igualdade, empoderamento, direitos etc. Corremos desvairadamente atrás de frases de efeito. Abandonamos nossas vidas por ordens de pessoas que sequer conhecemos. Reconhecemos liderança em quem mais fala as palavras que gostamos de ouvir. Somos os caçadores de palavras mágicas, que nos trazem sentido, quando nada faz sentido. Abandonamos a busca pela verdade porque ignoramos o contexto onde estas palavras-chave são encaixadas. Matamos e morremos por elas, sem que tenhamos coragem de investigar ou questionar quem as pronuncia e suas verdadeiras intenções.

Comportamentos assim, nos fazem viver exatamente como viviam nossos mais distantes ancestrais, num imenso e infinito mar de inquestionáveis mentiras.

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