As armas incendiárias aéreas foram proibidas em mais de 106 países, pelos danos colaterais mortais que provocam a civis inocentes, mas a equipe de Direitos Humanos do HRW (Human Right Watch) verificou documentos, vídeos e ouviu depoimentos que comprovam o uso de armas aéreas incendiárias pelo regime sírio desde novembro último.

SÍRIA: NA SEQUÊNCIA DO MASSACRE DE KHALIDYA, BOMBARDEIA BABA AMR e IDLIB.
SÍRIA: NA SEQUÊNCIA DO MASSACRE DE KHALIDYA, BOMBARDEIA BABA AMR e IDLIB.

Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 13 de Dezembro de 2012 – 12:24 GMT-3

Severa destruição de propriedades e danos à saúde de civis quase sempre irreversíveis, são alguns dos malefícios destacados pela comunidade internacional, para que chegasse à conclusão de que estas armas eram realmente inviáveis, e deveriam ter seu uso proibido.

Nesta quarta-feira 12, Steve Goose, chefe da Divisão de Armas do HRW, alertou para que o regime sírio deixasse de utilizar estas armas, em função do incalculável grau de destruição:

“A Síria deve parar de usar armas incendiárias em reconhecimento ao dano devastador que esta arma provoca”.

O HRW ainda destacou o elevado índice de destruição, citando como exemplo o uso de componentes químicos já conhecidos como irreparavelmente  devastadores, como o napalm, fósforo e o thermite.  Lembrou ainda que as queimaduras provocadas por estas armas, são muito dolorosas. “Doem até o osso, e também podem causar danos respiratórios“, acrescentou.

O uso de crueldade no tratamento das populações que oferecem apoio à saída do presidente Bashar Al-Assad do poder, é no mínimo uma prática diária. E estas armas não são utilizadas ao acaso.

Steve Goose alertou ainda que as queimaduras provocadas por estas tecnologias arrasadoras, são difíceis de se tratar, provocam muito sofrimento e lembrou ainda que nas regiões do conflito não há qualquer infra-estrutura de atendimento a pessoas atingidas por estas armas. Ele lembrou ainda que em suma, as armas incendiárias não permitem a seleção das vítimas-alvo para os civis inocentes.

Elas não permitem a distinção entre as pessoas que militam pelos rebeldes ou simplesmente vivem no local a ser atingido. Mas pra falar a verdade, esta é claramente a intenção do regime sírio, uma vez que vem bombardeando as áreas residenciais de forma indiscriminada desde os 4 primeiros meses da revolução, que visa quebrar o jugo de 48 anos do clã Assad, que se mantém no poder com mão de ferro e derramamento de sangue ao extremo.

O HRW apresentou um relatório que revela o modelo de alguns resíduos destas bombas incendiárias, levados para análise e resultados inseridos nos documentos a serem apresentados contra o regime sírio.  A fonte revelou que, pelo menos 2 destroços das armas foram identificados e classificados.

O primeiro resíduo foi identificado como sendo de uma bomba série “ZAB-100/105”. Estas siglas pertencem a uma série de bombas incendiárias  (Zazhigatelnaya Aviatsionnaya)  normalmente enviadas por meio das aeronaves e de fabricação da extinta “União Soviética”.

O segundo modelo identificado é o “RBK-250 ZAB-2.5” – que tem capacidade de se subdividir em 48 bombas incendiárias Zab 2,5 e é capaz de varrer uma área equivalente a um campo de futebol profissional, destacou o HRW.

Ativistas enviaram vídeos no último mês que comprovam que desde o dia 16 de Novembro/2012, que estas armas estão sendo despejadas sobre Daara, Homs e Idlib.

Opinião:  Eu mesmo já assisti a diversos destes vídeos que comprovam inúmeras pessoas de todas as idades mortas, como vítimas de bombas incendiárias. Mais uma vez voltamos a dizer que a situação crítica deste país não apresenta qualquer possibilidade de melhora, uma vez que a única forma de Al-Assad se manter no poder, é destruindo completamente e literalmente a oposição, que se resume na população inteira dessas cidades e da grande maioria do país.

De onde virá o socorro?

Para ler mais siga o link: http://www.hrw.org/news/2012/12/12/syria-incendiary-weapons-used-populated-areas

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