Por 138 votos à favor, 9 contra e 41 abstenções, os estados-membros das Nações Unidas votaram nesta Quinta-feira, o reconhecimento  da palestina quanto estado (não-membro), o que deverá dar um grande passo para a resolução do conflito na Faixa de Gaza.

Manifestação popular em Gaza contra os bombardeios israelenses em 2002 - Cortesia Inventati. Org.
Gaza city – israeli raid (Creative Commons)

Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 30 de Novembro de 2012 – 09h30 GMT-3

Acusada de inércia e corrupção, a Organização das Nações Unidas vive sob constante pressão internacional. A crise palestina vem sendo empurrada com a barriga há décadas, e esta falta de interesse da comunidade internacional de resolver a questão, abriu oportunidades para outros violentos conflitos no Oriente Médio. A própria situação da Síria, é mantida intocável também em função da situação em Golan.  À cada reunião para discutir os crimes de guerra do regime sírio, recomeçam as acusações entre os estados, e países como Israel, Sri Lanka e Sudão (este último assumiu a pasta de Direitos Humanos da ONU por maioria dos votos) que lideram em crimes de guerra e indicações ao TPI/CCI (Tribunal Penal Internacional).

Israel tem mais de 523 resoluções votadas contra ele nas reuniões das nações Unidas, estas resoluções se acumulam com o passar dos anos. Crimes atrás de crimes. A maioria de guerra ou contra a humanidade, após comprovadas acusações de genocídio empregadas contra o povo palestino.

Segundo o site “ IANOTÍCIA” que citou a “If Americans Knew” Uma Organização não-governamental de Direitos Humanos que reuniu todos os relatórios acumulados sobre as mortes no conflito entre Israel e Palestina.  O levantamento revelou que desde 29 de Setembro de 2000 até bem recentemente, Israel matou mais de 1509 crianças palestinas e em resposta o Hamas, matou 129 crianças Israelenses.

A mesma pesquisa resumiu que o saldo de palestinos mortos no conflito ultrapassou os 59.575 contra 10.792 israelenses mortos em consequência da crise.

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De acordo com o HRW, com o reconhecimento do estado palestino, a crise de Gaza passará ao nível de crise internacional, devendo abrir espaços para que as mais de 500 acusações contra Israel sejam encaminhadas para o tribunal Penal Internacional.

Agora que o Sudão assumiu a pasta de Direitos Humanos da ONU, há muita pressa em encaminhar os crimes de Israel para o TPI. De acordo com o relatório do HRW enviado na noite desta última quinta, o Conselho de Direitos Humanos deverá reunir todos os arquivos de Israel para encaminhar ao ICC/TPI já nas primeiras semanas de 2013, acusando Israel por seus Crimes de Guerra.

OBS: Esta pressa pode estar ligada ao fato de que o Sudão esteja tentando estender a perseguição aos cristãos em suas fronteiras para o âmbito internacional, buscando beneficiar a comunidade muçulmana. Por outro lado com a gestão dos Direitos Humanos passando para as mãos de um estado Árabe, as acusações deverão ser bem maiores agora, contra estados ocidentais, não-influenciados pela religião islâmica.

 

No total, foram aprovadas 21 resoluções sendo que a maioria delas tratava da trágica situação e Israel em conflito desproporcional contra a Palestina. O Golan sírio ocupado e a Jerusalém Oriental ocupada.

 

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