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"O Observador do Mundo"

A vitória de Obama e os Drones na guerra das inteligências.

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A re-eleição de Obama reflete na forma como o mundo vê as guerras americanas? Provoca sensação de alívio ou desespero? O que pode mudar daqui pra frente?

Obama - Cortesia: "clker.com" - Domínio Público

Obama – Cortesia: “clker.com” – Domínio Público

Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2012 – 07:36 GMT-3

Re-eleito por mais quatro anos com 60,662,174 votos populares contra 57,820,742 votos de seu concorrente Romney, o presidente americano Barack Obama parece manter o mesmo rítimo do governo anterior. Nas últimas horas que precedia sua aguardada re-eleição, os Drones americanos ganharam as discussões, com a publicação de vários incidentes onde aldeias situadas na fronteira Paquistão-Afeganistão, têm sido severamente atingidas durante os ataque a membros suspeitos de pertencer a Alqaeda.

Encerrar as missões dos Drones no Paquistão tem sido um clamor que se levanta e vem ganhando força em todo o mundo. Sem que seja possível entender a razão da permanência americana no combate ostensivo ao Alqaeda no Paquistão, a população global encontra nas notícias internacionais, mais razões para não aceitar os Drones. A morte de muitos civis tem sido uma realidade muito cara, quando em muitos casos, na mira encontram-se um ou dois suspeitos terroristas.

Os Drones vêm realizando missões pesadas de bombardeio cego, atingido muitas famílias pobres, que acabam sendo reféns das próprias organizações criminosas locais. Por esta razão ainda são executados dentro de suas casas friamente  por robôs que não conseguem distinguir os criminosos e a sociedade civil.

O site “HuffingtonPost” questionou os ataques dos Drones no Yémen, horas antes do anúncio da re-eleição do presidente da América. Foi noticiado um número de vítimas letais dos aero-robôs. O site  “Gulfnews” reporta que autoridades estão clamando ao presidente americano re-eleito pelo fim das missões dos Drones, com o seguinte slogam: “Dê uma Chance à Paz!

A crise Síria

Enquanto a rede Alqaeda vem sendo vorazmente perseguida pelo governo americano, em terras paquistanesas.  Enquanto que  o mesmo Alqaeda, a FBI e a CIA, são suspeitos de atuarem no mesmo lado da força rebelde contra o regime desumano e avassalador da família Assad, representada pelo presidente Bashar Al-Assad. Por mais estranho que isto pareça, há membros do FSA (Exército Sírio Livre) que confirmam que os rebeldes tiveram que se “aliar ao Diabo, para lutar contra o Hezbollah, a China, a Rússia e o Iran”. O mesmo termo (Diabo) foi usado quando os rebeldes responderam a acusação pelo presidente sírio de cumprirem a agenda americana.

Das muitas organizações presentes hoje no conflito da Síria (que antes não passava de manifestações populares pacíficas pelo fim da tirania Assad), militantes da Alqaeda, o partido pró-libertação do curdistão turco (PKK), o Hezbollah, a Irmandade Muçulmana, a CIA e o FBI são alguns dos grupos citados nos bastidores da guerra civil não-oficializada. Acusações e boatos não confirmados, que ninguém ousa confirmar.

Entre Bush e Obama

A América de Obama difere da América de Bush na forma de manter suas guerras. Bush exerceu um governo arrasador. Valendo-se do poder de destruição em massa, protegido pelo alto poder de “encriptar” as informações, ou de silenciar as fontes.  A era Obama é a “Era do Silêncio”, onde suas ações de guerra acontecem sem que gigantes rumores sejam levantados, enquanto o mesmo exibe bem lustrado e visível em seu gabinete, o “Prêmio Nobel da Paz” que ganhou entre 2008/2009.

Novas Ações

Obama foi citado por uma importante agência de notícias americana que sua agenda após sua re-eleição inclui a sua visita ao Myammar. Esta será a primeira visita de um presidente americano ao país. Pisando cada vez mais firme no Oriente Médio, Obama se mantém com símbolo de poderio sutil, aproveitando sua aparência pacífica e a força de sigilo de seu serviço secreto.

A América está recuperando seu poder comercial, enquanto a China, embora esteja em elevado patamar, continua a oferecer incertezas e instabilidades no mercado externo e caos no mercado interno. Esta falta de capacidade do regime chinês de gerenciar suas próprias crises, preferindo o uso das armas de fogo para tentar obrigas as estatísticas se manter em níveis favoráveis, dá à América de Obama a oportunidade de recuperar sua posição no mercado mundial, mas há quem sinta medo, e há quem se sinta mais seguro com a permanência de Obama no controle do fluxo das influências no mundo.

Autor: Saulo Valley

Jornalista da Web, repórter, escritor, poeta, radialista, cinegrafista, fotógrafo, Videoprodutor, músico, compositor, modelador 3D, Mestre de Kung Fú e instrutor de Boxe Chinês. Os fatos mais atuais sob olhar analítico do "OBSERVADOR DO MUNDO". Acesse Saulo Valley Post in http://paper.li/f-1326286418 ou http://saulovalley.blogspot.com

Um pensamento sobre “A vitória de Obama e os Drones na guerra das inteligências.

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