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>FACEBOOK, sua influência nas revoluções Árabes e o "levante" contra Israel.

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O facebook ganhou destaque como a rede social que mais cresceu na nova década, chegando a merecer um filme, que mereceu um “Oscar”.

Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 30 de Março de 2011 – 10h20min. Atualização: 12h37min.



“A Intifada Virtual” editado por Saulo Valley

A revolução digital que o Facebook gerou, saiu do âmbito das redes sociais, a nível de entretenimento e acabou sendo acidentalmente inserido no âmbito político.

A rede social não só cresceu no mundo, como tornou-se a principal ferramenta de proliferação de idéias, principalmente para os povos Árabes, para o islamismo e o muçulmanismo.

A “Tecnologia da Revolução” tem tido uma poderosa arma de disseminação das religiões Árabes para o resto do mundo, ao passo que tornou-se uma janela aberta para que povos que viviam em total isolamento, pudessem deslumbrar a realidade de uma vida democrática.

Foi assim que a Tunísia, o Egito, a Líbia, a China, a Síria, o Bahrein, entre outros países, viram o poderoso tsunami fruto desta revolução de consciência e tecnologia.

Por último, Israel tem sido apontado como o próximo alvo para as pressões muçulmanas e protestos violentos contra suas estratégias políticas e religiosas.

Este evento conhecido como “Intifada” (revolta ou levante), já trouxe espantoso derramamento de sangue para o país cristão.

“A Guerra das Pedras” Fonte: nohra-studio

A primeira Intifada

Em 09 de Dezembro de 1987, um movimento popular e espontâneo surgiu nas regiões ocupadas, dos setores Árabes de Jerusalém.

Armados de “paus e pedras”, os muçulmanos atacavam o exército Judaico com grande violência. Neste ato, apelidado como “A guerra das pedras”, Israel começou a reprimir o levante, obtendo assim a reprovação da ONU após um blindado ter esmagado 4 estudantes que atiravam inofensivas pedras no tanque. A violenta repressão por parte de Israel atraiu até a condenação da opinião pública que apoiou a “OLP”.


Era a população palestina protestando contra a presença militar de Israel nos territórios ocupados, já que nesta época, Israel havia declarado ter “devolvido” o domínio daquelas terras para a Palestina (Faixa de Gaza e Cisjordânia).

A Segunda Intifada

O segundo levante palestino ocorreu em 29 de Setembro de 2000, quando o líder Ariel Sharon pisou no Monte do Templo (Templo de Salomão) hoje em ruínas onde também há uma mesquita Muçulmana no pátio principal.

Uma vez que o líder Arafat havia negado o tratado de paz no dia anterior, as relações entre Cristão e Muçulmanos (Judeus e Palestinos) disputando o mesmo espaço para viver e para a prestação de culto ao seu deus, tornou-se uma tragédia.

Endurecido como sempre foi, o governo Israelense se manteve frio e ignorava as consequências de um conflito iminente. No dia seguinte à visita de Sharon, Israel passou a viver violentos atentados contra civis e cristãos. Um conflito que tinha como base, as redondezas da Mesquita de Al-Aqsa.

Os principais alvos dos atentados eram os mercados, feiras-livres, boates, ônibus, restaurantes e a Universidade Hebraica de Jerusalém.

Esta revolta ficou conhecida como “A guerra de Al-Qsa” ou “A Segunda Intifada”.

Duração das duas Intifadas Palestinas – by Wikipedia

A Terceira Intifada

É o nome dado ao movimento atual que está sendo conclamado pelos palestinos a dar início no dia 15 de Maio de 2011, desta vez, a invocação é para “matar Judeus e Israelenses”.

E a novidade está por conta do convite ter sido estendido a “todos os países que fazem fronteira com Israel”.

A página criada no Facebook no início deste mês, teve a adesão surpreendente de 350.000 mil de pessoas.

Pressionado pelo governo Israelense, a administração da rede social esteve contra a parede nos últimos dias, mas desde o dia 27 vinha se recusando a bloquear a página.

Segundo o site Árabe “Ha’aretzs”:

“O ministro Hebreu e Israelita da Informação Odlstein, enviou uma carta ao fundador do Facebook, exigindo que ele feche a página, pois eles contêm incitação seria prejudicial para os israelenses, além do convite à luta armada contra Israel.” 
Apesar de o pedido ter sido negado pelo CEO da Rede Social Mark Zuckerberg, a página foi retirada ontem pela manhã, mas uma nova página foi criada e até o meio-dia, mais de 4000 seguidores haviam se “linkado” à página.
Segundo depoimento de usuários palestinos no Facebook:
Usuário A:  “Eles podem tirar a página … O Intifada não…”

Usuário B: “A página levante palestino foi tirado do ar sob o pretexto de que ela ameaçou a Israel … Quem vai ficar e derrubar Israel por ameaçar e oprimir os palestinos nos últimos 60 anos? Israel você pode derrubar esta página, mas você nunca será capaz de impedir o palestino de ser livre!”


Sob outra ótica


Steven A. Cook é o Hasib J. Sabbagh membro sênior para Estudos do Oriente Médio no Conselho de Relações Exteriores.


Fonte: tnr

Em uma publicação que escreveu em 2009, ele demonstrava que (na época) a “Terceira Intifada” não seria mais do que uma grande derrapada da Palestina, alertando que as Intifadas anteriores haviam aberto passagem para grupo armados radicais como o Hamas e a Jihad Islâmica, que se promoviam políticamente atravéz de ataques contra Israel.

 “…O levante surpreendeu quase todos, mas logo ficou claro que a luta não era apenas entre as crianças a atirar pedras na Palestina e nas Forças de Defesas de Israel. O conflito mais importante para os palestinos é mais uma batalha intestina: A OLP “velha guarda” em Tunis versus um novo grupo de Cisjordânia e grupos de elite de Gaza”. – Steven A. Cook.

Autor: Saulo Valley

Jornalista da Web, repórter, escritor, poeta, radialista, cinegrafista, fotógrafo, Videoprodutor, músico, compositor, modelador 3D, Mestre de Kung Fú e instrutor de Boxe Chinês. Os fatos mais atuais sob olhar analítico do "OBSERVADOR DO MUNDO". Acesse Saulo Valley Post in http://paper.li/f-1326286418 ou http://saulovalley.blogspot.com

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