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Os demorados e complicados procedimentos finaispara a implantação prática do “No-Fly-Zone” (zona de embargo aéreo)já se concluem. A promessa da França é que dentro de poucas horas aparatosmilitares do Canadá, EUA, França, Líbano e Grã-Bretanha, além das basesmilitares da Itália, estarão sendo utilizados para impedir o avanço dos caças eblindados de Kadafi, justamente quando ele anunciou a suspensão das operaçõesmilitares no dia de hoje.
Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 18 de Marçode 2011 – 06h48min.
Sabe-se que os rebeldes estão impedindo achegada de Kadafi a Benghazi, interrompendo sua progressão nas estradas deacesso à cidade. Os combates têm sido violentos, mas está sendo pesado para osdois lados. Decididos a não sair da cidade, muitos dos 670mil habitantes deBenghazi ainda estão em casa, porque acreditam na força da revolução e queKadafi não conseguirá entrar na cidade.

Sinais dos bombardeios em Benghazi
Kadafi, por sua vez, está tentando evitar ocombate direto contra os rebeldes, usando o artifício de “dar uma últimaoportunidade de trégua”, dizendo que hoje é a última oportunidade para queos rebeldes baixem as armas e entreguem-se. Ele também disse ontem para apopulação ficar dentro de casa, por não serão atingidos. Hoje ele prometeuentra em Benghazi e revistar casa por casa. Canto por canto para “expurgaros ratos da cidade”. Segundo o ditador, os rebeldes “não terãomisericórdia”.
Abstenção
Dos 15 países que compõem o Conselhode segurança da Onu, 5 votaram contra ou se abstiveram. Dois países que seabstiveram, fazem parte do Conselho com poder de voto, veto e decisão: China eRússia. O motivo é que anexada à decisão de impor embargo aéreo, a BBCdestacou: “todas as medidas necessárias”, o que provavelmente causou aabstenção dos outros 5 países. Isto é importante salientar, já que o EmbargoAéreo é esperado ansiosamente por pelo menos 90% do planeta!
Os países membros doconselho, mas que não têm poder de voto em nenhuma instância são: Alemanha,Brasil e Índia. Mesmo assim, a opinião deles é anotada e analisada.

Enquantoas forças conjuntas do Conselho de Segurança da ONU executam as tarefasdefinidas na resolução por maioria do conselho, o Brasil discorda da forma comoo embargo foi traçado. 

AAgência Brasil de Notícias, que pertence ao Governo federal, informou: 

“A representante do Brasil nas Nações Unidas, a embaixadoraMaria Luisa Viotti, afirmou que a abstenção não deve ser interpretada como“endosso do comportamento das autoridades líbias ou como negligência”. Segundoela, o governo brasileiro “não está convencido” que o uso da força, comodefinido na resolução aprovada, levará ao fim da violência e garantirá aproteção aos civis.

A embaixadora disse que o Brasil é solidário às manifestaçõespopulares, que ocorrem no Norte da África e também no Oriente Médio. Segundoela, são movimentos que expressam “reivindicações legítimas por melhorgovernança”. “A diplomata ressaltou que é necessário apoiar a Liga Árabe,que busca soluções para o impasse na região”.

A Alemanha preferiu abster-se condenandoqualquer tipo de operação militar, por temer as conseqüências nomundo Árabe (atos de terrorismo). Isto está provado, por que depois que os paísesocidentais reduziram drasticamente suas operações nos países árabes,à partir da retirada quase que total das tropas Norte-Americanas do Iraque,Afeganistão e Paquistão, os atentados à bomba reduziram na mesma proporção.
A índia se absteve. 
O mundo está se definindo como um pequeno grupode 200 pessoas. Se cada país for visto como uma pessoa, dado o seu caráter,estilo de vida e forma de pensar e reagir às questões gerais, os EstadosUnidos, a Grã-Bretanha e a França seriam os Seguranças ou Guarda-costas. Elessó existem para atirar, bater e prender. Uma espécie de polícia (e sãonecessários para a coletividade)
 Então, deveria haver países com maiorinfluência que a América do Norte para raciocinar e coordenar com inteligênciaas ações da força.
O primeiro detalhe, não é só enviarprofissionais militares para avaliar estrategicamente como está o andamento do”jogo”, mas começar estudando as necessidades do povo e asexpectativas dos que lutam no corpo-a-corpo contra a ditadura.

Enquanto o povo comemora o embargo aéreo, osrebeldes encontram mais forças para combater e vencer Kadafi. ELES PRECISAMDESTA CHANCE!
Não pensem que um Rebelde Líbio vai gostarde, no meio do combate, olhar para o lado e encontrar um soldado americano,francês, brasileiro, japonês, ou seja, lá onde for!
Eles só precisam de Armas, caças e blindados.Eles querem lutar pela honra de seu povo e pela vingança dos muitos que forammassacrados e pulverizados com crueldade dos bombardeios e lança-chamas por mercenáriossérvio-bósnios e africanos!
Dêem um suporte decente e eles esmagarão Kadafi,pelos 40 anos de escravidão!
Enquanto nós chamamos os mortos de”mortos” eles os chamam de “mártires”. 
Há idealismo nesta batalha. Qualquer intervençãoque venha a interferir este processo de patriotismo, será odiada. A ONU precisaajudar na medida certa.
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