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"O Observador do Mundo"

>EUA: A intervenção militar na Líbia é uma faca de dois gumes.

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A América é um “pitbull” raivoso desesperado para que apareça um alvo para que possa atacar. Enquanto ela mal consegue controlar seus impulsos de partir para a violência, parece que uma ínfima parte do seu cérebro, que se chama congresso, ainda pode impedir (como que pelo enforcador) que mais uma trágica aventura americana repita-se no mundo Árabe.


Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 09 de Março de 2011 – 12h05min.

  Obama em seu fracassado governo vem tentando recuperar os 100% de popularidade conquistada em sua campanha presidencial, agora sofre tanta rejeição dentro e fora da América que busca de forma desesperada e cada vez mais desastrosa a renovação das esperanças do povo americano que antes eram depositadas em sua liderança.

A crise de auto-estima e financeira americana perdura desde o incidente de 11 de Setembro e nota-se que sem a guerra, a América não consegue manter seu estilo de vida dos sonhos, chegando ao ponto de sair às ruas para exigir que imigrantes entreguem para eles seus “empregos sujos”, que em toda a supremacia americana nunca havia acontecido. São trabalhos de faxineiros, lavadores de pratos, porteiros, manobristas e outros serviços considerados de baixo nível.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que a população do país quer continuar tendo seu elevado padrão de desperdícios, ela não deseja mais a guerra.

Onde encontrar outra fonte tão volumosa de recursos? Com a crise deflagrada no mundo Árabe que agora mostra claramente um aviso aos que antes freqüentavam e exploravam suas riquezas que está “fechado para balanço e reformas” sem data para reabertura de seus mercados, a América parece não se encontrar.

Pra onde direcionar todo o seu poderio militar? Se for só isto que ela tem, então a América é uma bomba nuclear à beira da implosão. Enquanto seu lado “pitbull” não consegue se conter num formato “poodle”, ela precisa reaprender ou reinventar um modo de ganhar seus trilhões e manter-se no topo do mundo.

É uma reação parecida com a de Kadafi, que “uma vez no poder, sempre no poder!”

Dá pra entender o que Kadafi sente e porque resiste? Ninguém que ser pobre depois de dominar o mundo ao seu redor! Como aceitar ser dominado por ele ao invés de dominá-lo?

Estamos na fase de renovação do planeta. A sociedade vai mudar e a revolução Árabe é o estopim que fatalmente vem deflagrando novas explosões éticas e humanistas.

Até administrativamente percebe-se que o “velho” e o “antigo” são regimes, regras, grupos e pessoas mais perigosos que se pode manter no poder de uma organização.

A juventude traz inexperiência, mas renovação e ter o acompanhamento e orientação da velha experiência (velha guarda) podem ser encarados como Kadafi e Mubarak renunciarem para seus filhos governarem.

Este ciclo vicioso é o que o novo mundo está tentando quebrar!

A imagem dos Estados unidos parece ser solicitada na Líbia em face de sua própria imagem interventora, mas sua presença na Líbia, já começa a mostrar-se inviável.

Enquanto que os partidos de oposição aos governos postos em xeque sempre tiveram a certeza de que EUA era um dos principais parceiros do governo em exercício, como acham que agora vêem a América? Apenas como um aliado do inimigo.

A imagem internacional da América ainda é pior pelo fracasso de suas operações no Iraque, Paquistão e Afeganistão. Eu sempre faço esta pergunta:

Os Estados Unidos tem a melhor e mais equipada tropa do planeta. Suas tecnologias em todos os aspectos são insuperáveis. A evolução dos uniformes dos fuzileiros que são chamados de “uniformes inteligentes”, que podem ser equipados com câmeras, GPS, sistemas de rastreamento, espionagem, informação via-satélite em tempo real e um sistema de comunicação e vigilância de perímetro ultra desenvolvido e ainda com transmissão em tempo real:

 Como é que se consegue entrar numa guerra e matar milhares de civis (66.000 no Iraque)?

Eu comprei o jogo Medalha de Honra 4.

O making-off do game mostra que foi desenvolvido em cooperação de oficiais superiores com vasta experiência no Iraque, paquistão e Afeganistão. É tanto que o Exército reconhece o poder envolvente dos games que criou seu próprio jogo on-line chamado “America’s Army”, que é distribuído gratuitamente e dentro do game vc recebe vários convites para alistar-se no exército americano de verdade, apresentando um link de acesso direto à pagina de alistamento.

Voltando ao Medalha de Honra 4.

 Num determinado momento do game você é o piloto de um helicóptero apache que sobrevoa um vilarejo nas montanhas do Afeganistão. Segundo a “inteligência”, neste vilarejo há rebeldes com equipamento antiaéreo. Sua missão é matá-los e destruir seus equipamentos.

Para isto você aponta suas armas para a vila e destrói todas as casas para eliminar todos os terroristas que atiram de lá.  Embora os civis não figurem no game, na vida real é o que acontece. Eles derrubam casas e matam famílias inteiras para acertar um suposto inimigo.

Precisa de tanta tecnologia para isto?

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Autor: Saulo Valley

Jornalista da Web, repórter, escritor, poeta, radialista, cinegrafista, fotógrafo, Videoprodutor, músico, compositor, modelador 3D, Mestre de Kung Fú e instrutor de Boxe Chinês. Os fatos mais atuais sob olhar analítico do "OBSERVADOR DO MUNDO". Acesse Saulo Valley Post in http://paper.li/f-1326286418 ou http://saulovalley.blogspot.com

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