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>CIÊNCIA: O teste de QI e a teoria das INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

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Os testes de QI (Quociente de Inteligência) são utilizados para medir a capacidade de armazenamento de conhecimentos, nas áreas de lógico-matemática e lingüística e foram criados na China, no século V. Mais tarde passou a ser utilizado pelos cientistas franceses já no século XX.


Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 04 de Março de 2011 – 01h26min.

Até 2005 há muitos relatos do uso destes testes para avaliação do grau de inteligência das pessoas. Estes  testes foram desenvolvidos com base no estudo da Idade Mental de um indivíduo.

Um fato importante a ser lembrado, é que a maioria dos testes que existem na web, foi criado para avaliar crianças em fase escolar. Então estes testes são pouco precisos quando aplicados em adultos.

Outro dado importante é a existência de outro estudo. Este estudo divide a inteligência em 7 partes. Alfred Binet em 1900 desenvolveu uma teoria baseada na multiplicidade da inteligência, que varia de ser – humano a ser – humano de acordo com suas atividades e gostos.

Este estudo foi intitulado “Teoria da Inteligência Múltipla”. Inicialmente era utilizado para descobrir a diferença entre as crianças afetadas pelo retardamento mental e as crianças normais.

 Após a primeira Guerra Mundial, esta ciência era utilizada para estudar a inteligência dos soldados em fase de seleção.

Os testes psicométricos consideram que os seres humanos têm uma inteligência geral nos quais os seres humanos diferem uns dos outros. Assim este resultado era chamado de “g”.

Esta definição de inteligência ganhou espaço no Wikipedia e de um modo geral, é a melhor base de análise de um indivíduo. Sem o uso desta teoria, empresas de RH, escolas e forças militares, entre outros grupos, acabam condenando ou desclassificando a inteligência de pessoas superdotadas em áreas específicas. A verdade é que ninguém é superdotado em tudo.

Normalmente as pessoas consideradas de maior grau de inteligência são confundidas com as pessoas com a maior capacidade de memorização. Estas pessoas acabam ganhando destaque pela velocidade e pelo alto grau de precisão em suas respostas, quando são interrogadas, por outro lado, não significa que tenham grande capacidade de improviso desenvolvida.

Segundo o estudo da Inteligência Múltipla existem 7 tendências normais. É claro que quando se trata do ser humano, nada é matematicamente previsível, por isto este número não é preciso, mas representa uma visão mais ampla e libertária da mente humana.

Um dos pesquisadores que mais acreditou na tese da Inteligência Múltipla foi o psicólogo americano Howard Gardner, da Universidade de Haward. 

Ele se tornou a maior celebridade dos nossos dias por desenvolver uma série de estudos sobre a mente humana, adicionando outras 2 áreas da inteligência à tese da Inteligência Múltipla. Sobre ele o Wikipédia tem uma vasta referência.

“O seu livro mais famoso é provavelmente Estruturas da Mente, de 1983, onde ele descreve sete dimensões da inteligência (inteligência visual/espacial, inteligência musical, inteligência verbal, inteligência lógico-matemática, inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal e inteligência corporal/sinestésica). Desde a publicação de Estruturas da Mente, Gardner propôs duas novas dimensões de inteligência: a inteligência naturalista e a inteligência existencialista. Os testes tradicionais de inteligência só levam em consideração a inteligência verbal e a lógico-matemática. Essa nova teoria tornou-se conhecida como teoria das inteligências múltiplas.

Inteligência Verbal – Linguistic Intelligence
Inteligência Musical – Musical Intelligence
Inteligência Lógico/matemática – Logical-Mathematical Intelligence
Inteligência Visual/espacial – Spatial Intelligence
Inteligência Corporal/cinestética – Bodily-Kinesthetic Intelligence
Inteligência Interpessoal – Interpersonal Intelligence
Inteligência Intrapessoal – Intrapersonal Intelligence
Inteligência Naturalista – Naturalist Intelligence
Inteligência Existencialista –
Recentemente, escreveu um livro intitulado Changing Minds: The Art and Science of Changing Our Own and Other People’s Minds (ISBN 1578517095).
Howard Gardner crê que todos nós temos tendências individuais (áreas de que gostamos e em que somos competentes) e que estas tendências podem ser englobadas numa das inteligências listadas acima”.

A verdade é que o mercado de trabalho nos dias mais atuais ainda se vale do antigo teste de QI ou aplica sua teoria na hora de selecionar ou avaliar um indivíduo. Com base nos antigos testes de QI, a seleção de um candidato para um trabalho que dispensa grande desenvoltura em lógica e exige, por exemplo, maior percepção criativa ou artística, acaba sendo prejudicada e pessoas frias e mecânicas são contratadas sem que apresentem grandes resultados.

Por outro lado uma empresa, por exemplo, de área administrativa, mercado financeiro, política, marketing e programação digital, vai perder muito caso invista em indivíduos com elevado poder criativo, sensibilidade emocional ou existencial e espiritual.

Todos têm sua aplicação exata. Cada um deve dedicar-se nas áreas onde tem melhor desempenho e ser respeitado por todos.

Esta realidade é inevitável, para que o mercado seja mais rico em mão de obra e as pessoas sejam bem aproveitadas.

Sem falar que o ser humano tem incrível capacidade de se adaptar às mais diferentes condições exigidas, nem sempre uma “adaptação” representa um grande resultado.

Mas é melhor que ninguém seja considerado burro. Porque os testes tradicionais de QI convertem pessoas de rara inteligência em completos idiotas, caso MEMORIZAR não seja sua especialidade!

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Autor: Saulo Valley

Jornalista da Web, repórter, escritor, poeta, radialista, cinegrafista, fotógrafo, Videoprodutor, músico, compositor, modelador 3D, Mestre de Kung Fú e instrutor de Boxe Chinês. Os fatos mais atuais sob olhar analítico do "OBSERVADOR DO MUNDO". Acesse Saulo Valley Post in http://paper.li/f-1326286418 ou http://saulovalley.blogspot.com

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