>

Fotos UnB Agência

Por Saulo Valley – Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2011 – 08h39min.

UnB é literalmente a “Universidade do Caos”. Todos os dias novas queixas e novos escândalos. O ensino cada vez mais caótico e ações de vandalismo fora de controle. Uma mini-cidade sem lei.

Ela contribui para a formação dos políticos, juízes, advogados, médicos e tantas outras categorias que comandarão o país num futuro próximo, rumo ao desastre!

O alegação que o escandaloso trote não passou de brincadeira, foi desmentida por um grupo de alunos que reuniu fotos, depoimentos e entrevistas com as pessoas agredidas, praticamente no momento do trote.

Augusto B. – Agredido

Imagens de jovens se embriagando e comprovação de coma alcoólico de uma aluna de 17 anos. Um rapaz recebeu um golpe na boca e pediu que parassem, mas foi jogado no chão, relata Juliana Braga, da Secretaria de Comunicação da UnB. O aluno Augusto Botelho de 19 anos se levantou e estava com a boca sangrando.

 Augusto mais tarde, informou que os ovos não eram atirados só contra os formandos, e sim contra os que protestavam contra a bandalheira.
“O trote é apenas o escoamento da violência que existe nesta cidade”, disse ele.


Os alunos com guarda-chuvas parecem estar participando de alguma divertida brincadeira, mas fazia parte de um ato de protesto contra o trote, utilizando o objeto para proteção contra os ataques dos veteranos.



Na verdade, as únicas pessoas que disseram ser uma “brincadeira” foram os próprios agressores, que se divertiam atirando ovos, tintas e farinha até mesmo em pessoas que não haviam passado como a aluna Olívia Dantas. 


Publicamente, mergulham no álcool e induzem muita gente ao total descontrole. Uma “brincadeira” que violenta não só o direito de ir e vir, mas a própria integridade dos estudantes, da universidade e das profissões. Como serão estes profissionais, no mercado de trabalho? 
Caretas ou não, sabe-se que o trote não tem nada haver com a formação. Na verdade é um “negócio lucrativo” só para os veteranos. Leia atentamente este depoimento do Professor Rafael Porcari em seu Blog, que falava sobre o trote que havia acontecido em 25 /02/2010.

“Eles cospem na cara. Mandam você ajoelhar e cospem”, descreve uma testemunha.

Um estudante não aceitou beijar os pés de um veterano que, nervoso, jogou caipirinha de limão nos olhos do calouro. Era um dia de sol e até quem não estuda medicina sabe: limão, sob o sol, deixa manchas na pele difíceis de sair.

Os alunos novos ainda pagaram pra participar do ritual de brutalidade. Foram R$ 300 por um kit, que tinha estojo, agenda e a camiseta do trote. Como são 80 calouros, os veteranos do último ano arrecadaram cerca de R$ 24 mil.

Às 17h, policiais são chamados. O caseiro do sítio alugado estava preocupado com a bagunça. Depois de uma conversa com os veteranos, os policiais foram embora. O trote acabou em seguida”.


Trecho da matéria “Agressões e álcool marcam resultado do vestibular” no site oficial da UnB.

“…Tampouco ocorreu qualquer empecilho à distribuição de bebidas. Os veteranos levaram isopores com cerveja e garrafas de cachaça. Alguns anunciavam a venda a R$ 2 a lata. Uma aluna que foi aprovada em Estatística precisou ser levada de maca para o hospital. Ela é menor de idade. Deitada no chão em frente à Faculdade de Arquitetura, ela ficou vomitando, e a ambulância precisou ser chamada.

“Os integrantes do DCE foram heróis e desmascararam o mito de que o trote é uma brincadeira. Brincadeira não termina no hospital”, resume o reitor José Geraldo de Sousa Junior.

Anúncios