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Por Saulo Valley 09:46

 “Operações americanas na II Guerra Mundial, Vietnam, A guerra doIraque, do Paquistão, na África e no Sahara, já renderam um monte de filmes,desenhos animados e histórias em quadrinhos”.

  A denúncia de que a Indústria cinematográfica americana e o pentágonooperam em conjunto foi publicada por mim aquineste Blog e sempre comento em diversas matérias. Como esta situação vemtornando se cada vez mais visível, especialistas de diversas áreas, estão sereunindo para estudar a “filosofia” americana da guerra e a produçãoparalela de filmes, que cria um canal de “conversação” entre opentágono e o público; converte expectadores em patriotas, americaniza suas mentes,busca apoio da opinião pública, através da manipulação da “realidade”inserida nas histórias e ainda vem recrutando voluntários para suas guerras aoredor do mundo. Sem falar que onde há operações de invasões americanas, háatuação direta e intensa do cinema americano.

No meu ponto de vista, os EUA estão copiando todas as estratégias utilizadas por Hitler, sendo adaptadas para os dias atuais, utilizando se das tecnologias de ponta, para os mesmos fins.

   Na época da Segunda Guerra Mundial, blindados nazistas percorriam os bairros com aparelhos de som acoplados, que procuravam obter o apoio total da população e impedir o povo de simpatizar se com as ideologias americanas. Nos alto-falantes, eram ditas palavras de ordem contra os EUA, que avisavam que eles só queriam destruir as pessoas, roubar seus bens, direitos e acabar com suas vidas, e por aí vai!

Falso Saddam Hussein

Além do cinema, os EUA ainda se utilizam de transmissões via satélite ou deaviões, que criam interferências nas programações de TV local e inserem vídeoscomo, por exemplo:  Na guerra do Iraque, enquanto os EUA guerreavam contraSaddam Hussein, usava esta tecnologia para enviar vídeos de produçõesHOLLYWOODIANAS de sósia de Saddam Hussein que chingava ao povo Iraquiano edeclarava seu ódio pelo Iraque e o Islamismo, além de se dizer cada vez maiscruel e fazer ameaças à população. Esta estratégia era para que Saddam perdesseo apoio do público e que convencesse aos Iraquianos a abrirem suas portas parao “Sonho Americano”.

Também o FBI criou  um polêmico vídeo em que um falso Saddam Hussein tinha relações sexuais com rapaz.

Mas eles terminaram desistindo da divulgação do mesmo depois da publicação pelo Whashington Post, desta terrível e baixa estratégia, que  terminou sendo engavetada, por ficar comprovado que o vídeo só mudaria a opinião do público ocidental…

Ah! Também no início deste ano, Hollywood produziu diversos sistemas de simulação de guerra para  o Pentágono, que possibilitavam aos recrutas, ter treinamento em condições de guerra quase que reais! A notícia foi publicada pelo site de notícias CBS8.com em 05 de Fevereiro deste ano. O autor do projeto, Robert Wolterstorff (um dos Mestres de Hollywood) em entrevista ao canal CBS8 disse:  Em última análise, esta é uma peça do puzzle. Este não é o enigma inteiro, esta é uma peça“. O site Fastcompany.com mostra detalhes deste projeto Holywoodiano de TREINAMENTO ESTRATÉGICO MILITAR para os soldados americanos. O site revela detalhes da relação estreita entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e Hollywood.


Na foto, soldados americanos recebem instruções de como operar o simulador montado nos estúdios de Hollywood.

 Em troca, o Governo Americano oferece suporte, apoio logístico, aviões, helicópteros, navios, carros e praticamente todos os recursos militares em função de uma produção mais espetacular e convincente!

Mas os filmes que não defendem a ideologia dopentágono, podem não sair de papel, principalmente se tem perfil de protesto oudenúncia, como o caso do filme “Green Zone” estrelado por Matt Dammon. Este filmemostrava a realidade da operação militar no Iraque, principalmente ainexistência de ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA. Em conseqüência, a produção foi ENGAVETADApelo PENTÁGONO por dois longos anos. Além do mais os produtores de filmes destanatureza, sempre arcam com os custos, pelo fato de nenhuma empresa querer searriscar a patrocinar filmes com mensagens contra o Governo Americano (isto éque é democracia americana).

Quando a Empresa Privada de Segurança Blackwater, começou a manchar suasmãos e sua reputação com sangue de inocentes em operações (contratadas pelogoverno americano), usou-se uma estratégia que quase funcionou: OsMercenários, produção Hollywoodiana com Silvéster Stallone, que mostra otamanho do esforço do governo americano, para limpar a imagem pública daBlackwater. A produção reuniu os maiores nomes de filmes de ação, praticamenteformou uma moderna “LIGA DA JUSTIÇA”, para que pudesse evitar oenfraquecimento da imagem americana via Blackwater. Além do filme compersonagens reais, o pentágono patrocinou a versão em animação3D e o game “CallOf Duty Black Ops” Mas não deu certo. Tanto que a Blackwater trocou denome “porquesua imagem estava suja com a guerra do Iraque” revelou o presidente daempresa, Erik Prince.

Mas não é só isto: Afirmo firmemente que os EUA estão modernizando e repetindo estratégias praticadas por seus rivais (como Hitler) nas duas grandes guerras mundiais, fazendo-as parecer novas, por serem apresentadas por ideologias mas sutis, com a imagem da ONU, UNESCO, GUERRA AO TERROR, DEMOCRACIA, CAPTALISMO, CRISTIANISMO, AJUDAS HUMANITÁRIAS PELO MUNDO servindo de fachadas.

FOTO: Wesley Snipes em New Jack City – Ano 1991 – Modelo de líder “humanista”, que controla tráfico de drogas com muito derramamento de sangue, ao ponto de matar seu próprio irmão em nome dos “negócios”.

Na verdade, quem já viveu em favelas, como eu vivi, sabe que os traficantes sempre usaram a estratégia humanista para mascarar seu lado assassino e cruel. A mesma mão que dá o alimento para o carente, o torna viciado e o escraviza, retirando dele cada centavo e toda perspectiva de futuro, fazendo com que ele não passe de um trapo humano.

A iniciativa da TV Aljazeera nestes dias: Entrevista e cria um ambiente de debate entre estes profissionais reconhecidos mundialmente, como você pode conferir a seguir:

Hollywood e a máquina de guerra
Império examina a relação simbiótica entre a indústria do cinema e do complexo militar-industrial.
Império Última modificação: 16 de dezembro de 2010 15:12 GMT

“A guerra é o inferno, mas para Hollywood tem sido uma dádiva de Deus, proporcionando o ambiente perfeitamente dramático contra heróis corajosos que ganham os corações e mentes do público.

O Pentágono reconhece o poder dos sonhos pela celulóide e incentiva a Hollywood para criar mitos heróicos, de reescrever a história para satisfazer a sua própria estratégia e como ferramenta de recrutamento, para fornecer um fluxo constante de jovens patriotas dispostos por suas guerras“.

Produtor: Ferraro DianaHollywood: cronista da guerraProdutor: Tim Tate


O que Hollywood fará para sair deste pacto com o diabo? O acesso a bilhões de dólares em jogo militar, a partir de helicópteros de porta-aviões, permitindo que os cineastas façam maiores e mais espetaculares cenas de batalha, que por sua vez geram mais receitas de bilheteira. Desde que aceite o conselho do Pentágono, o bem ao da linha do partido e mostre os militares dos EUA em uma luz positiva.

Então, é um caso de vida imitando a arte, ou uma força sinistra que usa a arte de influenciar a vida e a morte e a percepção do público de ambos?

Império examinará Hollywood, o Pentágono e a guerra.

Unindo-nos como convidados: Oliver Stone, o cineasta oito vezes vencedor do Oscar, Michael Moore, o cineasta premiado com o Oscar, e Christopher Hedges, um escritor e ex-chefe do departamento do Oriente Médio, do New York Times.

Os nossos entrevistados desta semana são: Phil Strub, Departamento de Defesa dos EUA Film Unidade de Ligação, Julian Barnes, correspondente do Pentágono, o LA Times, David Robb, o autor de Operação de Hollywood; Prof Klaus Dodds, autor de Terror de Triagem; Matthew Alford, o autor Reel de poder; Prof Melani McAlister, o autor de Cultura, Mídia e interesses dos EUA no Oriente Médio.

Este episódio do Império pode ser visto a partir de quarta-feira, 22 dezembro nos momentos follwing GMT: Quarta-feira: 1900; quinta-feira: 1400, sexta-feira: 0300, sábado: 1900.

Fonte: Aljazeera.com

Nota por Saulo Valley: O vídeo está em inglês.

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