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O clima era de total euforia. Eu iria produzir um documentário sobre o Curso de Resgate em Ambiente de Selva (RAS) no lugar que mais amo estar: no meio da vegetação! Eles estavam super empolgados: iriam ter seu primeiro vídeo com produção de alta qualidade!

A base era um sítio, onde mantinhamos nossos equipamentos, barracas e carros protegidos em área privada.

A equipe é formada por médicos, militares e profissionais e amadores praticantes de esportes radicais. Todos com um único objetivo: Aprender a salvar vidas e a proteger-se de eventuais acidentes em ambiente hostil, como o mar, a selva e até em acidentes aéreos.

O clima descontraído da direito a caretas pra foto.

Inicialmente precisamos simular um acidente aéreo em que o avião Cesna cai em uma mata praticamente virgem. A equipe se organiza e segue para a região da queda do avião, onde pretende socorrer as vítimas no menor tempo possível!

As informações são imprecisas mas os profissionais em resgate e os desportistas estão acostumados com a região. Então mergulhamos nas entranhas da mata selvagem para encontrar o avião, seus tripulantes e passageiros.

Este processo parecia ser simples mas as intensas chuvas dos últimos dias haviam provocado grandes erosões e derrubado muitas árvores. Tornando a busca ainda mais complicada, afinal corríamos contra o relógio. Cada minuto perdido poderia significar a perda de uma vida.

No caminho de difícil acesso, ainda nos suprendemos (na vida real) com áreas onde o solo era extremamente umedecido e coberto de lodo, provocando a queda de praticamente todo o grupo, um a um.  Uma resgatista torceu o pulso enquanto buscava se proteger numa queda de uma pedra bastante escorregadia.


 Pouco tempo depois o médico do grupo também machucou o pulso… Eu escorreguei inúmeras vezes, felizmente tinha os reflexos ainda aguçados e protegia a câmera com bastante paixão.

Foram pouco mais de 40 minutos de subida íngreme e difícil, até nos aproximar-mos de uma cachoeira onde iniciamos os estudos técnicos e posteriormente a operação de resgate de um passageiro que se distanciou do local da queda, juntamente com seu filho de 9 anos. Eles caíram no riacho e a correnteza os arrastou por longas e perigosas corredeiras, até serem detidos por uma grande pedra.

Meggie – A mascote do grupo atuou com bravura

Quando o grupo conseguiu encontrá-los, o nível da água já havia abaixado bastante, devido a chegada de uma massa de calor na região.

Mesmo assim, o local de acesso era perigoso, devido aos deslizamentos de enconsta que já haviam acontecido, tornando a margem completamente insegura.

A beleza da região montanhosa de grande característica vulcânica, protegida pelos perigos e desafios que a cerca.

 Deste ponto, quando o fluxo de água era mais alto, pai e filho caem de mais de 9 metros de altura.

As buscas nos açudes aos pés de cada queda dágua.

 Uma vez que encontramos pai e filho, iniciamos a descida da parede, até o local onde se encontram.

 Rener Ávillis – Atua como quem se afastou do local da queda levando consigo seu filho em busca de socorro. Os outros feridos estão ao acaso, enquanto esperam um milagre.

 
O DOCUMENTÁRIO NA ÍNTEGRA VOCÊ PODERÁ ACOMPANHAR, ASSIM QUE FOR FINALIZADO. ATÉ LÁ, PROMETO TRAZER ALGUMAS FOTOS E VÍDEO INTERESSANTES, OK? OBRIGADO POR SUA AUDIÊNCIA!

Saulo Valley

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