>Por Saulo Valley

Breve biografia: Talvez muita gente ache este comentário desnecessário. Talvez, mas umapequena parte do mundo, tão pequena e separada que não se pode chamar decomunidade, tenha uma série de interpretações inconclusivas a meu respeito.

Eu nasci no Rio de Janeiro em 1967. Servi ao Exército Brasileiro em 1984.Fui voluntário. Alistei-me aos 16 e servi aos 17. Eu queria ser FuzileiroNaval, e para fazer a prova, precisaria estar alistado. Como o Exércitoaceitava voluntários, me inscrevi. Desde pequeno era apaixonado por sersoldado! Queria vestir aqueles uniformes e utilizar aquelas armas e sair emcampanhas defendendo o meu país de INVASORES.
Fui reprovado no teste físico do Corpo de Fuzileiros Navais (por ser de tipofísico magro). Mas meu alistamento estava valendo e tive que cumpri-lo. Fuimandado pelo Exército Brasileiro para um Batalhão de Fuzileiros na VilaMilitar, o Regimento Havaí.

Antes, o motivo da guerra era a invasão de território – Masquando me vi em uma manobra, correndo em direção a uma encosta, ordenando aomeu pelotão que corresse em ziguezague, gritassem e atirassem em alguma coisaentrincheirada lá no morro, a realidade me caiu como um elevador lotadocai de um edifício de 100 andares!

Percebi que a probabilidade de não haverem mais de 100 inimigos entrincheiradosnaquela encosta eram grandes. Mas ao meu lado, à direita e à esquerda, haviamais de 1.000 homens!

Todos nós estávamos “descobertos e desabrigados”, correndo em ziguezaguepara driblar os tiros em direção a uma casamata completamente protegida, econtra homens posicionados em “buracos” no chão. (Embora tenhamsofrido baixas por causa dos bem sucedidos ataques feitos pela nossaartilharia).

Enquanto eu executava o meu papel de comandante do meu pelotão, eu calculavamatematicamente as probabilidades de chegarem ao menos 100 homens vivos no topodo monte!

Tudo não passava de uma CANIFICINA! Homens eram números, como moscas! Quantomais fossemos, maiores seriam as possibilidades de os últimos chegarem vivos edominarem o que havia restado no monte (pedaço de terra considerado pontoestratégico)! Os que conseguissem chegar ao topo dominariam o ponto ehasteariam a bandeira brasileira e seriam recebidos como HERÓIS!

Quantos pontos estratégicos ainda haveria pra justificar o massacre detanta gente? Quem foi o “cara” que teve aquela idéia?

Entendendo a guerra de hoje

Hoje vejo o presidente americano Barack Obama dizendo: …Isto é para quenão precisemos enviar nossos jovens para a guerra… Hoje vejo que nasentrelinhas ele está dizendo: Não se trata mais de PATRIOTISMO, nem de defendernossas fronteiras e nossas famílias, A MODERN WARFARE É UMA DISPUTAMERCADOLÓGICA ARMADA!

O governo dos Estados Unidos está guerreando em nome dasmaiores empresas americanas e diz: Estamos enviando o FBI, a CIAe os assassinos profissionais e condenados pela justiça (Blackwater)para realizarem este trabalho sujo. Queremos vender o Big Mac em cadametro quadrado do planeta! Queremos instalar um Studio Hollywoodiano em cadacontinente e converter o planeta ao Cristianismo Protestante!  Podemosmanter o sonho americano, se voltarmos a conquistar a superioridade de nossosprodutos, marcas e serviços no mundo! A prova disto é que quase todos os cargosde cúpula americana são ocupados por agentes ou ex-agentes da CIA ou do FBI. “Seos concorrentes não recuarem, mataremos seus civis, sob a desculpa que estamoslivrando o mundo do TERROR”.

Num site Russo, lí uma denúncia de que a maioria das autoridades escolhidas paraos ministérios e alto-cargos nos atuais governos russo, são ex-KGBs, como naInglaterra os ex-espiões estão no comando.

Al -Corão

É a mesma coisa que Bin Laden pensa… Vamos usar o Al-Qaeda einvadir o mercado internacional; vender Habbib’s, nossos serviços e tornar omundo mais muçulmanos, assim teremos deixado nossa marca no planeta! “Seos concorrentes não recuarem, mataremos seus civis, sob a desculpa que estamospurificando o mundo e entregando a MOHAMED”.

RÚSSIA OU CHINA?

Tecnologia Chinesa de guerra
Tecnologia russa de guerra

A guerra fria trouxe muitas modificações ao cenário da guerra de hoje. Adisputa territorial e mercadológica entre as duas maiores superpotências doplaneta (EUA E RUSSIA), já começa a ser beliscada por uma terceira potência: AChina. Olhe ao redor: Você consegue comprar alguma coisa que não seja chinesa?

Você vai encontrar o concorrente chinês do Habbib’s e do Mcdonalds em cadaesquina, descaracterizada, no formato de um negócio pequeno e familiar: AsPastelarias Chinesas! E aí vem o Budismo e o TAO… Num ritmo suave e que nãochame a atenção. Mas a China está mudando e aos poucos vem assumindo posturamais agressiva e armada.

O BRASIL

O ex-presidente “Lula” mudou a imagem do Brasil no âmbitointernacional! De pacato produtor e comerciante a concorrente feroz na disputapelos mercados internacionais. Abandona as facetas de “Terceiro Setor”e “Terceiro Mundo” e vai à luta!

O envio (recorde) de tropas paraatuarem nas FORÇAS DE PAZ da ONU é apenas um exercício. O Brasil de Lula nãovai continuar pacato, mesmo fora da presidência. Nota-se pela crescenteexportação de armas de guerra para países árabes e EUA, envio incalculável deajuda humanitária para países com ocorrência de catástrofes, disputa por vagano conselho de segurança da ONU e pelo direito de VOTO no FMI. Sem falar natecnologia NUCLEAR e na internacionalização da PF (Polícia Federal). Éum jovem aprendiz. Como religião, ainda depende do Catolicismo Romano, mas tudopode mudar na hora que achar certa. Não me espantaria mais se ao invés decombater os milicianos locais, ele começar a CONTRATAR par lutar no exterior(aliás, no Brasil estão sobrando milicianos). É tudo questão de tempo.

Isto é uma tendência? Os recursos no planeta estão se tornando tão escassosque precisaremos disputá-los com todas as armas que pudermos? Ou ashiperpopulações estão começando a transbordar para outras fronteiras, causandoterrível desequilíbrio? Na verdade, o que estou vendo, é que as disputassessionistas nos países africanos e árabes são brigas de gangues pertodas lideradas pelas superpotências, que JURAM estar ajudando a erradicar osconflitos de grupos partidários, separatistas e religiosos nos países pobres.

Não sou defensor de nenhum dos lados. Mas estou vendo que por questão desobrevivência os populares do mundo inteiro vão precisar escolher um lado, seisto continuar evoluindo desta forma. Pessoas não são lixo. As pessoas que nãoestão no poder poderiam estar, e quem está no poder hoje, não gostaria de server ou de ver seus familiares sendo massacrados durante uma disputa de mercado!
Sei que isto não é novo, e o que estou dizendo não muda nada, apenasinforma aos desinformados e irrita aos que convivem com esta realidade, ou aosque se valem desta estratégia como modo de vida.

A INDÚSTRIA DA GUERRA

Fiz uma pesquisa sobre a Blackwater e percebi que os CURSOS DE TREINAMENTOpara a GUERRA que oferecem, variam entre 1 a 10 dias! Isto de acordo com aespecialidade, por exemplo: Curso de pistola semi-automática: 1 dia. Curso deliderança: 6 dias.

É por isto que tantos morrem no campo de batalha.
Mas são “profissionais” e ninguém faz contagem de mercenáriosmortos. Danem-se são pagos pra isto! (pensam eles.) Enquanto guerrilheiros da áfrica e dos países latinos sequestramadolescentes e treinam por toda vida, para serem assassinos… Os árabes nem seconta, porque as crianças brincam com os pedaços dos corpos explodidos nasruas. Só que na realidade, quando um mercenário chega no “campo debatalha”, e não encontra um alvo pra executar seu PRIMEIRO TIRO em ação,começa a procurar algum que se pareça com isto. (eu sei bem o que é isto, poristo quis seguir a carreira ARTÍSTICA).


Atualização: 07h30min 18-Nov

Além de tudo isto, países que passam a depender das tropas mercenárias, não precisam prestar contas com seus ministérios, com o povo e com a mídia. Ainda torna-se pior pelo fato de venderem armas, munições e informações para o lado que supostamente deveriam atacar! (afinal são MERCENÁRIOS!)
É um jogo sujo e perigoso.

A exemplo do que aconteceu aqui no Rio de Janeiro, você sabe?

Os traficantes estavam poderosamente armados com armas de guerra internacional. As polícias locais estavam portando revólveres e pistolas. Durante as incursões nas favelas (comunidades, se preferir) passaram a utilizar milícias no combate ao tráfico nos morros. Em dado momento, as milícias formadas por policiais e ex-policiais, dominaram a maioria dos complexos de distribuição de drogas no Rio de Janeiro. Quando não se esperava, eles assumiram o controle e a distribuição das armas, drogas e se estenderam para outros ramos, como: Transporte coletivo ilegal, venda e distribuição do Gás de cozinha, Água “mineral” à domicílio, festas de rua e o controle das barracas de camelôs nestes eventos, criaram o APOIO (grupo de guarda residencial), as campanhas para vereadores e deputados estaduais, e passaram a enfrentar as gangues tradicionais, as polícias e o governo. Hoje se tornaram um problema quase que enraizado, que a custas de muito esforço em conjunto entre os governos, polícias e muito investimento, estão reduzindo esta prática, principalmente tirando a possibilidade de eleição de líderes milicianos aos cargos públicos, o que os tornava ainda mais invencíveis. Mesmo assim, ainda é um GRANDE problema e não é novo! Agora imaginem isto em escala GLOBAL?

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