>WASHINGTON (AFP)
A administração de Obama está  preparando uma emenda na legislação para tornar mais fácil para os serviços de inteligência dos EUA, espionarem na internet; incluindo o intercâmbio de e-mails e redes sociais, Diz o The New York Times nesta segunda-feira.

A Casa Branca pretende apresentar um projeto de lei ao Congresso no ano que vem exigindo que todos os serviços online que permitem a comunicação ser tecnicamente capaz de cumprir uma ordem de escuta, inclusive sendo capaz de interceptar e decodificar mensagens criptografadas, informou o NYTimes.

Os serviços incluirão transmissores codificados de e-mails como BackBerry, sites de redes sociais como Facebook e compartilhamento peer-to-peer como o Skype, e outros software de mensagens.

As autoridades de segurança nacional estão buscando as novas regras, afirmando que os extremistas e os criminosos estão atuando cada vez mais on-line ao invés de usar telefones.

“Nós estamos falando sobre interceptações legalmente autorizados”, disse o Conselheiro Geral Valerie Caproni. do Federal Bureau of Investigation (FBI).

“Nós não estamos falando de expansão de autoridade. Estamos falando de preservar a nossa capacidade de executar a nossa autoridade existente, a fim de proteger a segurança pública e a segurança nacional”.
Funcionários da Casa Branca, o Departamento de Justiça, Agência de Segurança Nacional, o FBI e outras agências têm se reunido nos últimos meses para elaborar as propostas, disse o Times.

Mas, citando autoridades familiarizadas com as discussões, ele disse que os participantes ainda não tinha acordado em elementos importantes, tais como a forma de definir quais as entidades são considerados prestadores de serviços de comunicações.

A administração do presidente Barack Obama está procurando um mandato amplo, que também se aplicam às empresas cujos servidores são operados no exterior, como a Research in Motion, fabricante canadense dos smartphones BlackBerry.

Como exemplo, os funcionários disseram ao Times que os investigadores descobriram que Shahzad Faisal, o suspeito do atentado falhado de Times Square, em maio, tinha vindo a utilizar um serviço de comunicação, sem capacidade de interceptação de pré-construídos.

Isso significava que teria havido um atraso antes que ele pudesse ter sido grampeado, ele havia despertado suspeitas de antemão, disseram os funcionários.

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